Carta ao Mundo. Meu antigo mundo e meu novo mundo

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Como seria um mundo onde todos buscam o desenvolvimento pessoal e o bem-estar acima do desenvolvimento profissional? Como seria uma análise do nosso mundo feita por uma pessoa que vive neste outro mundo?

Mundo normal,

Cheguei em um momento muito importante da minha vida. Hoje é o dia em que eu estou assumindo controle da minha vida, estou assumindo o leme e apontando o barco na direção que eu quero.

Devido aos recentes acontecimentos na minha vida, desde o problema de saúde até a frustração do sucesso, decidi que precisava de mudança. Que esse caminho que estava trilhando poderia até me levar ao sucesso externo, mas ele nunca me preencheria.

Independentemente do número de vírgulas na minha conta, o número de usuários do meu produto, o número de funcionários me ajudando no meu negócio, o número de investimentos bem sucedidos, no final são apenas números, são objetivos concretos.

Objetivos concretos não trazem satisfação. Estive lá.

Priorizamos a ilusão do futuro ao invés de vivermos a realidade do presente.

Neste mundo em que vivemos, vemos uma constante batalha: pessoas reféns dos números. Deixamos nossa felicidade à mercê de pontos futuros. Pontos concretos, porém inexistentes — priorizamos a ilusão do futuro ao invés de vivermos a realidade do presente. Trabalhamos, ansiamos, nos sacrificamos para atingir objetivos mutáveis. Mutáveis pois, se tratando de números e coisas concretas, sempre existirá um outro ponto além deste para ser conquistado.

Escada Corporativa — Unsplash

Não se chateie, não tenho mágoas do caminho até aqui — felizmente, percebi cedo o suficiente que sempre vivi a realidade e os objetivos dos outros. Estava participando de uma intensa disputa em um jogo que não era meu, um jogo que não gostava de jogar. Tive problemas de saúde, psicológicos, também tive momentos de felicidades e de conquistas, mas, essencialmente, estava no caminho errado.

Então independentemente dos sucessos e insucessos, não me realizaria. Viveria frustrado. Ansioso. Não quero isso pra mim.

Não te culpo e não me vitimizo. Jamais. Eu sou o responsável por minha vida.

Se não estou satisfeito é porque não tomei o tempo necessário para entender quais eram meus reais objetivos — eu segui o que a sociedade disse que era pra fazer. Óbvio que ter sucesso profissional, (ganhar dinheiro, comprar tal objeto e etc.) iriam me trazer felicidade, né? Bom, não foi bem isso o que aconteceu.

Nunca pensei que poderia ser bem sucedido e, ao mesmo tempo, internamente fracassado.

Nunca pensei que poderia me frustrar com o sucesso.

Mas nem tudo é ruim.

Aprendi a olhar o lado positivo das coisas. Nesse tempo aí, eu ganhei experiência, eu me conheci, eu aprendi o que gostava e o que não gostava, eu vi minhas qualidades, eu entendi minha fraquezas.

Eu compreendi o que me trazia energia positiva, eu entendi o que me deixava infeliz. Eu passei por um intenso período de juntar conhecimentos do mundo e, mais importante, do meu verdadeiro eu. Tempos de aprendizado, tempos cruciais para saber qual direcionamento precisava dar.

Então, por isto, agradeço.

Antes deste desalinhamento de direção, eu não sabia quem eu era. Para mim, eu era como todos os outros, com objetivos concretos, com métricas tradicionais. Eu seguia o direcionamento que me falaram que eu encontraria realização; por meio do sucesso profissional, da ascensão da jornada corporativa ou empreendedora.

Só realizando uma parte destes objetivos, percebi que estava enganado. Que nunca havia feito as perguntas certas.

Então, em um contexto macro da minha vida, o erro de direcionamento possibilitou que eu soubesse o direcionamento correto. Dito isto, ironicamente o erro de direcionamento era necessário para a guiar a trilha da minha vida.

Portanto, Mundo, de nada vale seguir essa trajetória se ela irá me desgastar, deprimir e me fazer sempre ficar correndo atrás de cenouras pelo caminho. A felicidade não vai ser este conceito distante pra mim. Eu vou encontrar ela hoje, e pelo máximo de hojes na minha vida.

Então me despeço de você. Eu encontrei um novo mundo.

Obrigado pelos ensinamentos,

Rafael.

Amigo do velho Mundo,

Depois de algum tempo aqui no novo Mundo, gostaria de deixar minhas primeiras impressões.

Tem sido um choque de realidade essa mudança — pequenas melhorias nos hábitos e mindset das pessoas mudam completamente o ecossistema desse mundo.

As métricas, os produtos, as empresas, os problemas, o entretenimento, as pessoas…na verdade, tudo! É tudo diferente por aqui. Nunca pensei que pequenas posturas diferentes em relação à vida poderiam ser tão impactantes no contexto geral.

Aqui não tenho mais objetivos concretos de longo prazo. Não trabalho para ter que chegar a algum ponto distante.

Aqui, trabalho pelo hoje. Me esforço para fazer o melhor trabalho que posso, pois isso por si só me satisfaz.

Hoje.

Não tenho mais atalhos para atingir objetivos futuros. Eu quero apenas melhorar quem sou, sem precisar ultrapassar adversários.

Aliás, nessa vida, não tenho adversários. Tenho parceiros, tenho minha pista de corrida, tenho minha calma e sei quando posso dar as aceleradas. Também sei quando tenho que fazer o pit-stop.

Estou correndo a Le Mans. Eu quero melhorar cada curva que faço, quero gerar o máximo de valor fazendo o trabalho que me preenche. Não estou competindo com ninguém. Meu único objetivo é melhorar simplesmente por melhorar, porque isso me faz bem. Isso me motiva, isso me realiza.

Aqui não melhoro em números, eu apenas tenho obrigação de fazer qualquer coisa que me dispus a fazer bem feito — da melhor forma que consigo, faço com toda minha energia e atenção. E, se não quero fazer ou acho que não devo fazer (pois não irá gerar valor), não faço.

Eu produzo simplesmente pela arte de produzir. Pela magia de materializar um pensamento em um entregável. Isso me faz ser mais eu.

Eu evoluo continuamente para me sentir realizado. Não para superar alguém ou atingir o pote de ouro. Com a evolução, eu me sinto mais completo e preparado para o mundo. A cada dia, tenho maior maestria sobre minha rotina e minha vida.

Eu contribuo para o mundo, não para alimentar o meu ego ou me posicionar frente às outras pessoas. Eu contribuo pela satisfação de não estar apenas continuamente tirando do mundo, mas também conseguindo retribuir pelo o que já colhi.

Aqui, me preencho todos os dias. Entrego o trabalho todos os dias. Tenho calma. Sigo a rotina que me faz bem — aquela que me possibilita evoluir e construir ao mesmo tempo em que tenho tranquilidade. Aqui, não preciso muito de fatores externos, meu preenchimento vem de dentro.

Aqui, não vejo mais a ansiedade. Vou até mandar lembranças na minha próxima carta ao antigo Mundo.

Aqui, sou um excelente profissional. Mas minha batalha não é essa. Sou um profissional porque eu sento todos os dias e cumpro minhas responsabilidades. Eu domino a resistência, a procrastinação, todos os dias. Sem medo. A motivação é contínua, e os insights tem hora marcada para vir. Eu sou um profissional; eu não dependo de ninguém para entregar.

Eu entrego todos os dias.

Se eu não entregar ou fizer mal feito, a culpa é minha. As coisas são simples aqui. Não existe conspiração do universo contra ninguém. Ninguém é vitima. Todos são responsáveis pelo seu presente e seu futuro. E, sabendo disso, elas buscam evoluir. Ninguém espera acontecer.

A sociedade por aqui…

Um coisa de bem diferente que notei aqui é que somos todos donos dos nossos tempos. Em vez de nos preocuparmos apenas em contabilizar e assegurar nosso dinheiro, nós também contabilizamos e tomamos cuidado com o nosso tempo. Assim como não distribuímos nosso dinheiro para todos no mundo antigo, por aqui, nós também nos preocupamos com essa alocação de tempo.

As pessoas aqui não gastam tempo desnecessariamente com atividades vazias, de passatempo. Elas quase nunca entregam seu tempo sem pensar. Elas são egoístas com o tempo, mas isso faz com que elas consigam ajudar muito mais o menos privilegiado.

Aqui, temos pessoas altruístas que fazem o bem simplesmente por fazer o bem, pois isso traz realização e as preenchem. Elas se preocupam com as outras pessoas, pois isso as tornam mais completas.

Aqui, tenho tempo para refletir sobre essas coisas mais relevantes. Em vez de falar de pessoas e coisas, falamos muito de ideias.

Gostamos de pensar fora da caixa. Todos valorizam uma ideia nova, que saia do escopo tradicional. Aqui, criam coisas pela satisfação de fazer algo legal. O valor que essa criação gera importa muito mais que o número de pessoas que ela atinge. Isso é muito diferente do seu antigo Mundo onde o único objetivo é maximizar o retorno financeiro e dominância mundial — mesmo sem gerar valor relevante.

Aqui, o fim não justifica o meio. Não temos pessoas ricas que avançaram sem ética. O nosso quadro social mais alto é composto por pessoas que geram valor no dia a dia. Geram valor para elas mesmas. Isso consequentemente possibilita que elas gerem valor para os outros.

Não temos nem a palavra “atalho” no vocabulário. As pessoas querem sempre trilhar o caminho mais completo, com perfeccionismo no entregável, ajudando o próximo. Por isso, também não se usa o termo “corrupção”. Simplesmente não faria sentido.

É curioso que, no final, esse trabalho acaba durando muito mais e gerando mais valor no longo prazo, então até para os padrões do velho Mundo essa metodologia seria melhor. Vocês deviam adotar isso por aí. Bom, mas com a preocupação com o imediatismo, esse modelo não funcionaria. Não tinha pensado nisso.

É que aqui as pessoas não veem motivo para corromper um trabalho e entregar resultados mais rápidos. No começo também estranhei.

Por isso não vemos corrupção, violência ou até estratégias de empresas para manter usuários, dificultando o cancelamento da assinatura.

O aquecimento global aqui não é problema por esse mesmo motivo: as empresas entenderam que deveriam priorizar o retorno de longo prazo, mesmo que isso significasse menos lucro monetário no curto.

Na verdade, as empresas aqui medem sucesso pelo lucro da sociedade, derivado da geração de valor. Claro que temos dinheiro, mas ele é uma conta derivada da geração de valor, e não da quantidade de pessoas que usam seu produto como por aí.

A estratégia de marketing das empresas não é atacar a ferida das pessoas ou vender quem elas deveriam ser no mundo ideal. Aqui, as empresas de marketing promovem o produto dizendo como ele pode fazer os consumidores realmente evoluírem. Isso faz com que todo o desenvolvimento de produto mude, e os produtos tenham maior qualidade e impacto positivo.

As pessoas aqui também compram os luxos e bens materiais que existem no Mundo antigo, mas tudo é derivado do trabalho que elas gostam de fazer, e decorrente do valor que eles geram. Elas investem dinheiro em tudo que as ajuda a fazer um trabalho melhor, e a maximizar sua geração de valor. Com dinheiro, elas focam naquilo que mais importa para elas na sua visão de longo prazo.

Dinheiro também é utilizado para viver experiências, e assim melhor se conhecer. Acredita que as pessoas nem postam as fotos da viagem na rede social? Elas utilizam uma rede social na qual compartilham coisas mais internas, como os aprendizados, pensamentos e suas criações, e não seus personagens externos.

Em vez de pensar na vida e na felicidade como uma coisa abstrata (que no futuro iremos conquistar), as pessoas aqui pensam em como melhorar seu dia-a-dia e seus hábitos hoje. E todas contribuem entre si nesse projeto, mas ninguém depende de ninguém pra trilhar essa trajetória.

Minhas lembranças daí

Aí no Mundo antigo, o politico quer fazer projetos de curto prazo para a população ver valor no seu trabalho. Ele precisa preencher seu próprio ego e também se posicionar, politicamente, para a próxima eleição. Qual seria seu incentivo para fazer um projeto de 10 anos de infraestrutura? Ele não tem. Aqui, nós também trocamos de líderes, mas não temos a obrigação do imediatismo para entregar – as mídias ajudam os eleitores a entenderem os impactos das decisões no longo prazo feitas pelos políticos.

Ah, acho que me precipitei. A mídia é bem diferente por aqui. Ela gera valor de verdade para a audiência. Ela fala menos de notícias, aqui não tem a corrida para entregar notícia o mais rápido possível, independentemente do conteúdo, como por aí — a mídia fala a respeito do que realmente é relevante. Ela utiliza do seu poder de distribuição para ajudar a população a entender questões difíceis, que podem agregar na vida. Inclusive, é incrível que nunca vi ela tentar manipular a população por aqui.

Eu lembro que aí as pessoas levam suas vidas de forma estranha — elas (i) se desgastam demais, (ii) ficam ansiosas, (iii) encontram o burnout, (iv) se deprimem, e assim acabam (v) questionando sua própria existência. Até as pessoas que tem sucesso e ficam ricas tem esse comportamento. Ainda fico me perguntando por que elas levam essa vida insustentável. Não lembro o porquê disso.

Outro dia, me indagaram a respeito deste assunto em um encontro de Criação Colaborativa e eu não soube responder. Realmente, olhando de fora, parece bem estranho. Tente me lembrar o motivo deste comportamento quando tiver uma oportunidade.

É exatamente como o aquecimento global; vocês sacrificam o longo prazo em prol de retornos econômicos melhores no curto prazo. Esse é o incentivo do seu mercado financeiro e seu mercado de profissionais.

Desta forma vocês sempre maximizam o retorno de curto prazo, pois é isso o que a economia quer ver. Desde os acionistas da empresa, os chefes, os governos, os políticos, os seus amigos.

Vocês vivem em um mundo imediatista.

Aqui, vivemos olhando para o longo prazo. Nossa saúde e estabilidade emocional não são trocadas de 4 em 4 anos como o político (pelo que me lembre aí também não, mas vocês se comportam dessa forma).

Nossa saúde e estabilidade emocional não pode ser substituída por outro CEO. Então por que iríamos sacrifica-las pelo retorno de curto prazo? Por que iriamos nos sacrificar por tal trabalho/promoção/conquista financeira se ela se tornará insustentável no longo prazo?

Este jogo é de soma zero.

Ou negativo…

…Definitivamente negativo.

Este é um dos motivos da China e Emirados Árabes conseguirem, aos poucos, se destacar hoje em termos de infraestrutura: eles não precisam do retorno imediato. Mesmo sendo contra o autoritarismo ou socialismo, o conceito do modelo faz sentido.

Esta é um pouco da nossa postura em relação à vida aqui: fazemos as reformas de infraestrutura que precisam ser feitas para encontrar prosperidade contínua. É por isso esses países estão cada vez mais poderosos e ricos. É exatamente o que fazemos na governança das nossas vidas.

Ah, não somos a favor e não temos um modelo socialista aqui não. Todos geram valor para ganhar seu dinheiro, consumir bens e experiências. Cada um recebe pelo valor que gera, nossas métricas são boas para medir isso aqui — o pessoal se esforçou por bastante tempo para desenhar esse modelo de remuneração.

Também não somos capitalistas extremos, nós ajudamos uns aos outros. Temos um senso de comunidade pequena por aqui, e claro, não visamos o lucro financeiro imediato. Isso ajuda muito nos mercados financeiros.

Maximizamos o retorno de longo prazo para o nosso maior acionista: nós mesmos. No seu mundo, as pessoas agem como se seus maiores acionistas fossem os outros, ou o futuro — sem se responsabilizar pelas consequências. Elas esperam as coisas acontecerem. A derrota é culpa dos outros. Aqui é diferente: nós nos preocupamos conosco, além dos problemas convencionais.

Aí as pessoas agem como se tivessem um mandato de 4 anos sobre o corpo: elas tentam maximizar esse tempo, destruíndo o emocional e o equilibrio. Porém, no final, elas não recebem um novo corpo. É preciso tentar consertar o estrago, e às vezes é tarde demais. Não faz sentido.

Aqui, entendemos que a manipulação dos meios para atingir os objetivos não se justifica no longo prazo.

Aqui, melhoramos nos esforçando todos os dias, aprendendo coisas novas, criando coisas novas. Vencemos nossas batalhas no tempo que for necessário para fazer bem feito. Enfrentamos nossos medos e desafios, sem artifícios externos.

Sério!

Não tomamos remédio para ansiedade, não tomamos estimulantes nem antidepressivos. De vez em quando, apenas para situações especiais e de curto prazo, todos passamos por dificuldades que as vezes saem do nosso controle interno. Mas na maioria das vezes, conseguimos lidar com os fatores de forma interna.

Nós escutamos muito nossos corpos para saber o que precisamos. Mas também cobramos dele para entregar o melhor que pode.

Não temos muito sentimento de culpa por aqui. Todos temos coragem para contrariar o que foi ensinado pela sociedade, e aprendemos a construir nossas próprias verdades.

Temos coragem para fazer as reformas de infraestrutura interna [nos fundamentos das nossas crenças] para, assim, construir um ecossistema interno mais equilibrado e orientado aos resultados de longo prazo. Esse ecossistema é bem mais compatível com a realidade individual de cada um. Não seguimos todos os mesmos objetivos, como vocês fazem por aí.

As pessoas aqui se preocupam mais com elas mesmas do que com o posicionamento externo delas frente aos outros. Então todos organizam suas vidas com coisas que realmente geram valor para elas mesmas, e não para se mostrar ser alguém melhor.

Não temos objetivos; não queremos ser ninguém diferente em 5 anos. Não queremos ter nada a mais. Queremos ser melhores, queremos ter evoluídos, queremos ter realizações, mas vamos encontrando tudo isso no hoje.

Aqui, a gente otimiza nossos hábitos. Cada um é responsável pela sua atitude, cada um se adequa a quem precisa ser, com base no seu autoconhecimento. A cada dia que passa, nos tornamos um pouco mais quem podemos ser, e assim entendemos um pouco mais quem individualmente (e coletivamente) somos.

Aqui, não tenho objetivo de 5 anos, pois sei que eu vou mudar quem eu quero ser com cada dia que passa; então porque eu iria trilhar na direção dessa pessoa futura, se ela não vai ser quem eu quero ser no momento que chegar?

Temos metas curtas, de 30 dias, 60 dias. Esta pessoa que cada um quer se tornar no curto prazo ainda é muito condizente com a pessoa que ela é hoje. Percebi que este prazo me da possibilidade de organizar o meu dia de hoje (rotina e hábitos), e alcançar esses pequenos objetivos que recarregam a motivação e me ajudam a me orientar para o próximo checkpoint.

Vamos evoluindo, pouco a pouco.

Mas esse jogo não é de soma zero. Ele tem a magia dos juros compostos. Ele acumula de pouco em pouco.

De pouco em pouco, até se tornar exponencial.

A soma desse jogo é infinita.

E, aos poucos, a gente acaba ultrapassando vocês nas métricas com as quais vocês se importam. Mas isso não importa mais pra gente. Talvez importe*.

Estou feliz vivendo aqui,

Rafael.

Este é o romance da minha mudança drástica de trajetória. Se gostou, dê seu feedback. Esta pode ser uma narrativa interessante para evoluir para um livro. Ou não.

Você me diz.

Quem sou eu

Uma breve explicação de quem eu sou e por que estou aqui.

Na minha vida, já passei diversas vezes pelo fracasso e pelo sucesso, mas o mais peculiar na minha história é o que realmente me derrubou: a depressão derivada da frustração do sucesso. Sim. Frustração do Sucesso.

Minha Vida

Na minha fase anterior de vida, fui influenciador digital e apresentador de um programa de esportes radicais na TV. Hoje, sou investidor de Venture Capital, tenho um fundo de investimentos, sou empreendedor, tenho uma empresa de desenvolvimento de produtos digitais e tenho mais algumas empresas por aí (desde academia em comunidades até franquias).

Além disso, faço parte do conselho de algumas empresas (com faturamento na casa dos 8 digitos) e não paro de explorar o mundo.

Insatisfação

Parece legal, porém o sucesso não me trouxe a realização e satisfação com a vida que esperava. Foi nesse ponto de “sucesso” que me encontrei completamente desgastado, ansioso, deprimido, e insatisfeito com a vida.

Sucesso é sucesso quando você não se sente realizado com as conquistas?

Questionava constantemente minha competência. Havia atingindo alguns burnouts com apenas 24 anos; achava que fazia parte, até que o último veio com uma força maior e realmente me derrubou. Foi nesse momento que percebi que essa vida era insustentável- que estamos todos vivendo um direcionamento distorcido e incompatível com a felicidade.

Chamada para Transformação

Só me restava uma única solução: juntei minhas ultimas energias, decidi que seria o último burnout, e busquei uma saída. Depois de alguns anos de estudos sobre como poderia ter uma vida mais gratificante (e ao mesmo tempo produtiva), cheguei a um ponto ótimo de equilíbrio no qual encontro a satisfação todos os dias.

Ah, eu ainda mantenho as empresas, eu ainda faço meu trabalho — as únicas diferenças são que eu encontro a satisfação todos os dias, e eu faço um trabalho melhor. Eu organizei as empresas, alinhei as expectativas e, principalmente, me tornei dono do meu tempo. Hoje, sou dono da minha vida.

Sucesso Verdadeiro e Retribuição

Com esse sucesso verdadeiro, resolvi ajudar todas pessoas que passam pelos mesmos problemas: seja com a ansiedade, o burnout, a depressão, a insatisfação ou a frustração. Ou todos eles juntos (eles normalmente caminham de mãos dadas).

O objetivo desse projeto é mudar hábitos, mindset e dar dicas que nos ajudam a viver uma vida mais gratificante no dia de hoje, porém sem deixar a produtividade e realização de longo prazo de lado.

Hoje, Feliz

Eu vivo o dia de hoje, eu sou feliz, eu gero valor para as pessoas que eu amo, eu gero valor para o mundo. Venha comigo nessa jornada.

SEGUNDA COM A SETTA

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