Como construí minha jornada empreendedora

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SETTA – Alfredo, você começou sua trajetória profissional aos 17 anos, vendendo cartões de visita e sem nenhum investidor. Hoje, aos 32 anos, é um dos maiores nomes do e-commerce no Brasil.
Um dia, seu projeto foi apenas um sonho, mas como foi chegar até aqui? Qual orientação você dá aos jovens que têm vontade de empreender e não sabem por onde começar?

Alfredo Soares – Sou um cara bem inquieto que tem uma conexão muito forte com pessoas. Acredito que uma das minhas maiores habilidades é conseguir a atenção das pessoas e isso é fundamental hoje em dia. E foi isso que me ajudou a tirar minhas ideias do papel.

Eu aprendo sempre com a convivência e isso faz me cercar de pessoas boas.

Acho que na jornada de uma pessoa, o que mais importa é o percurso, o que o você viveu nele. Hoje vivo esse percurso intensamente.

O meu primeiro trabalho foi aos 17 anos. Após um curso de design, comecei a fabricar e vender cartões de visitas para os meus amigos e negócios locais – minha mãe foi minha primeira cliente. Depois entrei para o curso de Marketing e Publicidade e comecei a trabalhar em uma empresa júnior. Nessa experiência, eu prestava consultoria e serviços de publicidade para pequenas empresas. Cuidei também do atendimento e das vendas.

Sempre me sentia decepcionado com o mercado de publicidade. Não gostava da burocracia e da hierarquia exigida para atender as grandes empresas. Gostava mesmo dos PME*.

Depois de investir em alguns negócios e perder metade do dinheiro que investi, gerando anos de luta contra as dívidas e a depressão, fundei meu próprio negócio.

 

 

2- Manter-se focado e conseguir tomar a decisão certa em um momento de crise é uma tarefa muito difícil. Assistindo um documentário sobre sua vida, vi que a Xtech enfrentou um momento decisivo durante a Black friday, no primeiro ano da empresa. Diante de uma enorme dificuldade, vocês conseguiram fazer a grande virada e se consolidar no mercado.
Você pode falar um pouco sobre esse momento da Xtech e sobre como foi essa gestão de crise?

Tive clientes querendo me processar e até gente falando em agressão física contra mim. Fiquei 72 horas online, respondendo os comentários, com intervalos só para cochilar. Essa atitude foi determinante para evitar um caos maior. Essa atitude me rendeu frutos. Essa história provou a estrutura da Xtech. Depois do gerenciamento desta crise, nós nos reunimos e decidimos que o próximo ano seria de alta consolidação. Já na Black Friday 2016, a Xtech transacionou 3 milhões de reais.

3-Na sua opinião, qual espaço a autoconfiança ocupa na vida de um empreendedor?

Gosto de falar que não é autoconfiança, mas sim anti-fragilidade que o empreendedor precisa manter sempre firme.

4- Atualmente, os jovens estão com a vida muito voltada para o trabalho, perdendo o prazer por outras categorias da vida. Como você conseguiu encontrar um equilíbrio entre trabalho, família, amigos e saúde?

Não posso falar que encontrei esse equilíbrio ainda. Porém acredito que a vida é uma só, trabalho e social juntas. Essa coisa de tentar separar os dois não vejo funcionando muito bem. É preciso amar seu trabalho mais do que trabalhar com o que ama.

5- Quais leituras você considera indispensáveis para quem deseja começar a empreender?

“Princípios do Ray Dalio”, “Receita Previsível do Aron Ross” e “Traction”.

 

Entrevistado por Lorena Bordallo. 

 

 

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