Intuição e ciência: como se conectar com seu lado intuitivo e tomar decisões mais assertivas

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Segunda feira, nove horas da manhã. O seu chefe convoca uma reunião de última hora com todo o seu time para anunciar diversas mudanças radicais no seu setor e forma de trabalhar. Todas elas foram tomadas com base em sua intuição, apenas. Qual seria a sua reação?

Certamente, a maioria dos gestores pode enxergar as mudanças com receio, tendo em vista que decisões tão importantes devem ser tomadas com racionalidade. A intuição normalmente é vista como algo oposto, quase místico. Concorda? 

Quem pensa assim, provavelmente desconhece o conceito de intuição e suas origens.

Neste post, você vai entender como a intuição e ciência podem ser parceiras. E conto mais: dá para conciliar as duas e tomar decisões melhores quando você atinge o equilíbrio entre o lado racional e intuitivo.

O que é a intuição

A intuição, o sexto sentido ou os “instintos” (como algumas pessoas costumam chamar) nada mais são do que informações armazenadas em nosso cérebro, muitas vezes sem nossa consciência.

Elas são avaliações de vivências anteriores ou reflexões e juízos de valor pessoais – nesse sentido, elas são também uma forma de processamento de informação.

Nossa mente conecta constantemente o que percebemos ao nosso redor com nossas experiências, memórias e conhecimentos passados. Algumas dessas conexões estão presentes em nossa consciência – quando temos uma ideia, refletimos sobre um problema ou absorvemos informações sobre o ambiente ao nosso redor. 

Tendemos a prestar mais atenção nesses tipos de pensamentos conscientes – afinal, eles são mais concretos e fáceis de perceber, já que se baseiam em conceitos que vemos no dia a dia.

Acontece que o que se esconde nas entrelinhas é tão importante quanto o mundo consciente. Intuição e ciência não se opõem, mas se complementam.

Intuição e ciência

Um estudo alemão de 2008 sugere que o cérebro é uma grande máquina de previsões, e compara as informações sensoriais com as experiências atuais e as memórias de experiências passadas. Os cientistas chamam isso de “estrutura de processamento preditivo”.

Este sistema assegura que o cérebro está sempre preparado para lidar com as novas situações da melhor forma possível. Quando há uma incompatibilidade (ou seja: algo que não foi previsto), este sistema imediatamente atualiza o seu modelo cognitivo.

Sendo assim, essa compatibilidade entre os modelos criados com base em experiências passadas e experiências atuais acontece de forma automática e subconsciente.

A intuição aparece quando o cérebro estabelece combinações e incompatibilidades (entre o modelo cognitivo e a experiência atual), mas isso ainda não chegou ao nível consciente. Normalmente, o pensamento intuitivo é rápido, subconsciente, enquanto o pensamento racional é mais lento, lógico e consciente.

Quando você tem muita experiência em uma área específica, seu cérebro tem mais informações para combinar as experiências atuais com as do passado. Isso torna a intuição mais confiável e facilita a tomada de decisões mais assertivas. 

E significa que, assim como a criatividade, sua intuição pode melhorar com a experiência.

Como melhorar a intuição (e as tomadas de decisão)

Quanto mais calma nossa mente, menos pensamentos rápidos aparecem em resposta para o que acontece ao nosso redor. 

Uma mente calma também significa reagir menos aos nossos próprios pensamentos – como relembrar uma memória que leva a uma série de pensamentos negativos em sequência, por exemplo, ou receber um e-mail de trabalho furioso que contribui para um pensamento turbulento pelo resto da tarde.

Sendo assim, quanto mais quieta a mente, menos ruído mental pode obscurecer a voz intuitiva que está bem abaixo da superfície de sua consciência. Confira algumas práticas simples para garantir esse silêncio mental logo abaixo.

Medite

A meditação permite que você tome consciência e “se afaste” de seus pensamentos. Observá-los à distância permite que você não se identifique com tantos disparos mentais aleatórios. 

Quando se transforma em um hábito, a meditação cria um estado calmo permanente e ajuda a alinhar sua atenção para aspectos do seu subconsciente que antes passavam despercebidos.

Crie mais espaços em branco na agenda

Os blocos de tempo em branco (ou seja: os períodos no seu planner em que você está livre para relaxar, se dedicar a hobbies ou trabalhar em um projeto pessoal) permitem que você “dê um pause” nas demandas de seu trabalho e vida. 

O trabalho pode ser estimulante de maneiras boas e ruins, porém o fluxo de atividades constantes pode afetar sua mente, estimulando a ansiedade. A calma chega quando nos afastamos de nossas vidas ocupadas por algum tempo.

Crie rituais em sua rotina

Crie um ritual em seu dia para diminuir o ritmo deliberadamente e deixar sua mente vagar. Qualquer hábito simples funciona: tomar seu café da manhã com apenas um bloco de notas à sua frente, dar um passeio pela natureza antes de começar o dia ou simplesmente reservar um tempo para não fazer nada além de pensar.

Ainda que você não se considere uma pessoa muito intuitiva, saiba que todos nós temos esse processamento mental em  constante funcionamento, e a sua intuição sempre estará presente para você. É tudo uma questão de criar espaço para conseguir ouví-la.
Agora que você já entende a relação entre intuição e ciência, que tal continuar se aproveitando dos conhecimentos providenciados pela neurociência e aprender a melhorar sua capacidade de concentração? Leia mais um post para saber como minimizar distrações e manter seu foco na prática!

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