Por que eu adotei o jejum intermitente?

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Pensar na possibilidade de ficar sem comer durante 18, 16, 14 ou até mesmo 12 horas, nos causa estranheza e até mesmo medo, já que nossa cultura nos faz acreditar que devemos nos alimentar constantemente. Até eu, que sempre me preocupei em cuidar da minha saúde, caí na “armadilha” de comer de 3 em 3 horas. Quando resolvi realmente estudar e me aprofundar no assunto, vi que toda essa teoria ia contra as necessidades biológicas do corpo humano. A digestão consome muita energia, e ao ingerir alimentos (mesmo que saudáveis) constantemente, eu estava sobrecarregando meu organismo.
Convencida desse estudo, comecei a experimentar o jejum de 14 horas, alternando com jejum de 12 horas. Hoje, faço o jejum diário de 16 a 18 horas, mas é claro que existem exceções em dias de eventos sociais. No começo, é um desafio, visto que as crenças de que iremos “desmaiar de fome”, ou que perderemos nossos músculos  estão enraizadas em nossa mente. Depois que vivenciamos a experiência e vemos que nada disso acontece, relaxamos e, como tudo na vida, nos acostumamos.
Com o tempo, não sentimos a fome do começo do processo e percebemos o retorno do sacrifício inicial, já que alguns benefícios são visíveis. Ganhamos mais energia, adquirimos mais clareza mental, nossa pele melhora e o mais interessante e inesperado é que sua relação com o alimento se transforma: você sai da relação obcecada imposta pela indústria e pela sociedade e começa a ver o alimento como nutriente do corpo e não como “preenchedor de buracos emocionais”.

O ato de se alimentar passa a ser uma decisão tomada por você e não uma atitude que se tornou involuntária, imposta pelos hábitos compulsivos criados pela sociedade em que vivemos.

Somos fantoches da indústria de alimento.

Quando alimentado de forma contínua, nosso corpo não funciona da melhor maneira. Se o ato de ficar períodos sem comer fosse danoso para nossa saúde, não teríamos progredido, nem sobrevivido como espécie. A mídia, a medicina convencional e a indústria de alimentos, em sua maioria, nos levaram a acreditar na ideia de que precisamos comer o dia inteiro e com isso, chegamos na desastrosa realidade: 2 em cada 3 adultos na nossa população estão com sobrepeso ou são obesos, o que gera muitas doenças graves.
Atualmente, alguns médicos renomados no mundo adotam o jejum intermitente para tratar doenças, como o câncer, Alzheimer, entre outras. Existe, inclusive, um tratamento ministrado pelo dr. Jason Fung, no Canadá, que reverte a diabetes tipo 2 com o jejum. Mas como ele mesmo escreve: “O jejum é a intervenção alimentar mais antiga do mundo. Não é a mais recente e a melhor, mas a testada e aprovada”.

Existem vários tipos de jejum, mas o mais fácil e com grande benefício, na minha opinião, seria o JEJUM INTERMITENTE, que é basicamente restringir sua alimentação diária a uma janela de 6 a 11 horas, ou seja: ficar sem comer no período de 13 a 18 horas por dia. Uma boa dica é parar de comer entre 3 ou 4 horas, antes de dormir (o que é um hábito de grande valia para saúde).
Uma das coisas que queremos com o jejum é deixar a insulina sem a função de transportar glicose para as células, para que ela possa fazer outras coisas importantes para nosso organismo, como por exemplo desintoxica-lo. Se o seu corpo está treinado a queimar gordura, (dieta cetogênica ou low carb) você terá um maior acesso aos benefícios com apenas 13 horas. Caso você ainda queime carboidratos, precisará de 16 a 18 horas, (aumente esse prazo aos poucos).

Outras funções importantes do jejum intermitente são:

  1. Perder peso, o que é óbvio, já que seu corpo terá a chance de queimar o excesso de gordura, quando sua reserva de glicogênio for depletada.
  2.  Diminuir ou eliminar a resistência à insulina radicalmente (por isso é aplicada no tratamento de diabetes).
  3. Promover a autofagia e mitofagia, que é o processo de limpeza natural do corpo. Quando seu corpo é privado do alimento, como o próprio nome diz, ele “come” a si mesmo, ou seja: se alimenta de células velhas, otimizando a renovação celular, a produção de células tronco e de novas mitocôndrias (grande responsável pela produção da nossa energia). O processo de autofagia ainda remove as placas amiloides que se formam no cérebro de pessoas com Alzheimer.
  4. Finalmente, aumentar a produção do hormônio de crescimento, essencial para o desenvolvimento muscular e vitalidade em geral, porque quando acaba as reservas de glicogênio, o corpo produz uma quantidade grande do hormônio para gerar força que o “possibilite caçar”, caso contrário, nossa espécie não teria sobrevivido.

Por isso, uma dica para aumentar os músculos, seria se exercitar nos últimos momentos do jejum. Mas veja bem, os benefícios do jejum ocorrem quando você se realimenta, portanto, fique atento ao que ingerir após o jejum, pois seu corpo estará sedento de alimentos nutritivos e absorverá tudo que você comer, portanto não envenene-o.
Esse é o relato da nossa colaboradora Andrea Stern que obteve sucesso adotando o Jejum Intermitente, mas vale lembrar que cada organismo é único, por isso é importante que todos consultem um nutricionista antes de adotar qualquer prática alimentar.

SEGUNDA COM A SETTA

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