Por que tirar um ano sabático?

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Tenho escutado cada vez mais, de amigos e colegas, que eles estão perdendo o foco e a energia devido ao burnout. Ambientes profissionais de alta performance podem provocar danos mentais, físicos e, em muitos casos, até emocionais. Como um jovem profissional na época em que Blackberrys era a tendência, o início da minha carreira era tudo menos monótono! Em 2008, semanas após me formar na faculdade, me mudei para Nova Iorque para trabalhar em um grande banco suíço. Com poucos dias naquele trabalho, Lehman Brothers faliu, houve um colapso da economia mundial e ninguém podia dizer o que realmente tinha acontecido. Depois de 5 anos trabalhando no mercado financeiro, eu direcionei minha carreira para a tecnologia e me deparei com uma intensidade de trabalho 10 vezes maior. Aos 30, eu estava saindo do meu primeiro casamento, profissionalmente insatisfeito e me sentindo preso. Era a hora de um recomeço. Mas como ?

O que eu precisava era quebrar o status quo. É mais ou menos o que acontece quando o seu wi-fi para de funcionar e você precisa desconectar tudo por um tempo, para retornar em alta velocidade. Mas os pensamentos sobre o que poderia acontecer com a minha vida profissional me atormentavam. O que Michael Page diria sobre intervalos na minha carreira? O que todos os meus amigos com títulos extravagantes de “VP” e “Diretor”, em multinacionais, pensariam de mim? Eu seria considerado um “vagabundo” por meus colegas? Quem se importa? Eu decidi aplicar a filosofia do Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar, vida leva eu!”.
Eu realmente não tinha nenhum plano e isso tornava meu ano sabático ainda melhor. O que eu sabia era que os meus pensamentos estavam nublados e eu precisava tirar um tempo para pensar, antes de embarcar em um novo caminho. Eu decidi me perder na natureza, caminhando pelos Andes, abri minha mente para a meditação e peguei minha primeira onda no Oceano Pacífico. Eu me reconectei com velhos amigos, que me deixaram dormir em seus sofás e fiz novos amigos em lugares que eu não tinha ido antes. Finalmente, consegui ler todos os livros da minha lista e explorar novas tendências como Blockchain em Xangai e Inteligência Artificial em San Francisco. Eu comprei meu primeiro bitcoin, depois de ler os livros Digital Gold e Blockchain Revolution e debater com meus amigos, em vários grupos do WhatsApp, sobre as maravilhas da descentralização. Enfim, tive tempo para desenvolver meus próprios pensamentos e relacioná-los com as ideias de Adam Grant, através do livro Originals. Esqueci da corrida dos ratos, dos fatos, das expectativas. Como diria Krishnamurti: Total Freedom (Liberdade Total).

Quando eu tomei a decisão de voltar para o mundo real, fiz isso com toda a minha energia. Eu ganhei uma perspectiva mais ampla do jogo, fiz novos amigos, encontrei startups inovadoras e empoderadas. Hoje, estou novamente imerso no trabalho, expandindo a Fligoo por mercados internacionais e estou fazendo isso com muito mais energia, com a visão clara e sabendo que, talvez, um outro ano sabático seja necessário no futuro. Porque o tempo para pensar é menosprezado mas, na verdade, esse tempo pode fazer toda a diferença.
Se você sentir que precisa de uma pausa para se desconectar, não pense muito: apenas vá. Não para postar que está em uma praia exótica e ganhar curtidas de pessoas inconsequentes, mas para se conectar consigo mesmo e crescer como pessoa. Lembre-se que a competição está na sua cabeça e uma mente confusa pode ser seu maior inimigo. Então, se você está se sentindo preso, considere tirar um tempo para se conhecer… isso é o que realmente importa!

SEGUNDA COM A SETTA

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