Há dias em que me sinto como o super homem: acordo cedo, trabalho pra caramba, faço centenas de reuniões importantes, malho duas vezes e aproveito a energia para resolver meus maiores problemas que estavam esperando na prateleiras para serem pensados. Isso foi exatamente o que fiz ontem. Legal, né?
Sim, seria se isso não detonasse meu humor no dia seguinte. Fico cansado, o cansaço me deixa ansioso, a ansiedade me deixa irritado e me faz querer fazer centenas de coisas simultaneamente, quando na verdade não consigo produzir nada.

O desalinhamento das prioridades e atenção ofusca meu foco. Ofuscando meu foco eu não tenho certeza do que fazer. Sem saber o que fazer, acabo me ocupando com coisas que, na verdade, não geram valor (perder tempo nas redes sociais, por exemplo) ou outras atividades relacionadas ao trabalho para “me sentir ocupado” (que no momento, parecem as coisas mais importantes do mundo). Fazendo coisas que não geram valor, ao final do dia, fico chateado por não ter utilizado meu tempo de forma produtiva e ainda assim, me sentir desgastado físco e mentalmente. No dia seguinte, dou continuidade a esse ciclo negativo e não faço coisas que realmente geram valor.

 

Nesse momento, a autocrítica entra em jogo, me joga pra baixo, me sinto desmotivado e parece que nenhuma tarefa faz sentido.

 

Conclusão: não se desgaste tanto… busque o equilíbrio. O hustle do super-homem não vai te levar a lugar nenhum. Pense nas coisas que geram valor a longo prazo: ler um livro, refletir sobre a vida, fazer um brainstorm aleatório, por exemplo. Tudo isso nunca será uma “urgência espontânea”, mas são, com certeza, ações mais benéficas a longo prazo, do que responder um e-mail, dar refresh a cada 5 minutos no seu feed ou no globo.com, ou entrar incansavelmente no seu whatsapp. Ou, sendo mais polêmico, as reuniões sem propósito que são priorizadas, os convites que são aceitos sem pensar, as tarefas inúteis que são priorizadas e por aí em diante.